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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

10 razões para amar meu grupo de apoio



Esta é minha declaração de amor a todos os pais e mães que conhecem a dor de perder um filho. Eu quero que eles saibam porque eu os amo.

Eu amo meu grupo de apoio porque…

1- Eles me chamam de Mãe.
Depois de perder uma criança, você deseja a chance de ser a mãe ou o pai que você sonhou que seria. Estas são as pessoas que veem você como você é; os pais do seu lindo bebê.

2- Eles são criativos.
Eu fico constantemente impressionada com o talento que o grupo de apoio possui. São pintores, fotógrafos, escritores, artistas visuais, joalheiros entre nós. Cada faísca de sua criatividade é iluminada pelo amor aos seus filhos.

3- Eles são atenciosos.
Mesmo quando o seu próprio fardo é pesado, eles nunca hesitam em ajudar os outros a carregar sua carga.

4- Eles olham para a vida de forma mais bonita.
Olhar através das lentes de um coração partido faz você enxergar coisas extraordinárias.

5- Eles não me deixam acomodar.
Quando a morte de um filho toca a sua vida, você percebe o quão importante é nunca deixar nada para trás. Meu grupo de apoio quer que eu aproveite cada oportunidade e que eu nunca sacrifique o meu amor próprio.

6- Eles estão sempre lá. Literalmente.
Nosso grupo de apoio abrange o globo. Existe um membro em cada fuso horário. Isso significa que, a qualquer momento, alguém está lá quando a gente precisa.

7- Eles são ferozes. Sério.
Não mexa com a gente. Nós somos o grupo de pessoas mais fortes que eu conheço.

8- Eles são vulneráveis.
Todo dia eles encaram o mundo de braços abertos e emoção em carne viva. Ser vulnerável assim, requer um poder além da medida.

9- Eles são os pais mais maravilhosos.
Ser mãe e pai de uma criança que você não pode abraçar ou ver é o trabalho mais difícil que existe, mas o meu grupo de apoio faz isso com muita graça e ânimo. Nossos bebês são muito amados.

10- Eles conhecem.
Minha história, minha dor, meu amor pelo meu bebê; eles sabem de tudo isso.


Autoria: Rachel Whalen – publicado no blog An Unexpected Family Outing

domingo, 26 de novembro de 2017

Festas de final de ano… como sobreviver a elas sem meu bebê?



Ainda não estamos em dezembro, mas o Papai Noel já chegou aos shoppings, as luzes piscando já estão nas lojas, os comerciais de TV já mencionam o grande dia de estar em família, celebrar a vida e o amor, dar presentes etc etc etc.

E a gente está como? Aterrorizada! Com medo, frio na barriga, mão suando, coração batendo forte, aquela vontade de chorar engasgada na garganta…

Como vou sobreviver a essas festas sem o meu bebê nos braços? Ou sem a minha barriga que deveria estar aqui, crescendo dia a dia e eu exibindo ela com sorrisão no rosto em todas as fotos de família?

Foi exatamente isso que eu vivi há dois anos, quando passei meu primeiro Natal e Réveillon sem minha filha. Ela morreu em setembro, quando deveria ter nascido em novembro. E nos meus planos o Natal seria o mais lindo de todos com a minha pequena nos braços!

Quando comecei a ver os primeiros sinais do Natal, minha primeira reação foi fugir. Desligava a TV, não entrava nas lojas, evitava os shoppings. Mas eu amo o Natal e não queria que ele se transformasse num trauma para mim. Então, pensei numa forma de deixa-lo um pouco mais suave nesse primeiro ano.

Eu nunca fui uma pessoa muito boa com trabalhos manuais, mas entrei na internet e procurei um anjinho em feltro que eu conseguisse fazer sozinha. Era fácil, precisava de pouca habilidade, saí para comprar os materiais e horas depois ele estava pronto! Meu anjinho cor de rosa, para enfeitar a árvore que eu não queria montar.

Até hoje meu anjinho permanece na árvore. Simboliza a presença da minha filha no meu Natal, que não teria graça sem ela. Naquele ano, não participei da ceia com a minha família e eles entenderam. Fiquei em casa com meu marido e minha mãe. Jantamos, oramos e fomos dormir com saudade da nossa pequena.

Mesmo dolorido, acho que colocar a minha filha no meu Natal, mesmo que simbolicamente, me ajudou e ajuda bastante. Então eu quero convidar vocês, que gostam das festas de final de ano, a fazerem o mesmo.

Pode ser um enfeite na árvore, uma pelúcia especial na casa ou na foto de família para o cartão de Natal, uma bola de cor diferente das demais, um trabalho manual seu com o nome do seu bebê, uma doação em nome do seu bebê para uma organização de caridade. Algo simbólico, algo especial, entre vocês e com muito amor!


Desejo que as festas de final de ano, e tudo o que elas envolvem, não machuquem tanto vocês… Saudade vamos sentir eternamente, isso é fato, mas somos fortes o bastante e podemos sobreviver. Por amor!

Autora: Karina Meneghetti

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Por favor, não esqueça do meu filho que morreu


Por favor, não se esqueça do meu filho. Este é o meu sincero apelo. Eu sei que você me ama e se preocupa com minha família. Eu sei que você nem sempre entende e eu nem eu espero que você entenda. Eu sei que você não gostaria de causar mais dor aos nossos corações já tão doloridos. Então, você não menciona o meu filho por medo de agitar a poeira que parece ter abaixado. A verdade é que um dos meus maiores medos é a ideia de que o meu filho será algum dia esquecido.

Quanto menos você fala sobre ele, com mais medo eu fico. Não espero que ele seja o tema de todas as nossas conversas. Eu não espero que você o mencione toda vez que eu te encontrar. Mas eu gostaria disso em um momento ou outro. O tempo amenizou aquele sofrimento profundo e sufocante dos primeiros dias e, embora  eu esteja sempre relutante em admitir isso, sei que o mundo continuou. Mas o que eu preciso, e o que eu quero agora é apenas saber que ele não foi esquecido.
Talvez você dizer que um dia desse se pegou pensando nele ou que se lembrou dele. Mas, preciso muito que você se lembre do importante dia em que ele nasceu e no dia em que ele morreu. Veja só, não espero que você conserte nada disso! Sei que você não tem esse poder! De verdade, tudo o eu preciso é saber que eu posso mencionar o nome do meu bebê sem medo, sem culpa e sem incerteza. Preciso saber que ele é lembrado porque ele merece isso! Ele não merece ser varrido para debaixo de um tapete porque alguém teme minhas lágrimas como resposta. Ou porque você acha que meu sofrimento diminuiu. Ou porque você mudou. Ou porque você tem dificuldade em falar sobre ele.
Ele merece mais do que ser esquecido ou permanecer sem ser mencionado. Afinal, ele ainda é meu filho.
Meu filho é uma grande parte de quem sou agora. Você sabe disso. Lembro de seu nome e de seu rosto todos os dias! Mesmo nos dias em que eu sorrio ou nos dias em que a alegria me inunda. Ele ainda está no coração de quem eu sou agora. E eu preciso que você saiba que está tudo bem! É bom falar seu nome tanto num dia ruim ou num dia feliz. Está tudo bem e é o que preciso de vez em quando.
Preciso ter certeza de que sua vida é valorosa ainda. Eu preciso saber que sua história não acabou e que não foi esquecida, mesmo que já tenha passado algum tempo. Preciso saber que não me lembro dele sozinho. E tudo o que é preciso para me lembrar dessas coisas é ouvir o seu precioso nome. Não preciso de presentes, não preciso de flores ou cartões. Eu só preciso que você diga seu nome em voz alta, sem hesitar.
Preciso que você lembre do significado de dias importantes como o aniversário dele. Porque enquanto eles são dias normais para você, por aqui são dias que lembramos, que choramos. São dias que trazem sentimentos extremamente complicados. Não importa quantos anos se passaram. Estes dias são significativos para minha família. E eles sempre serão.
Então, por favor, não se esqueça do meu filho. O maior presente que você pode dar a mim e à minha família é o dom da lembrança. Isso não lhe custa nada. Isso requer muito pouco. No entanto, é mais precioso que o ouro. Ouvir o nome do meu filho é o maior lembrete de que ele não foi esquecido.
E não há nada que eu queira mais!

(Por Jessi Snapp)
Tradução por Grupo SobreViver


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